Ela està assim, o olhar
direito para minha infelicidade:
tão triste, calado, meu eterno lar.
E eu assim, olhando para ela
de olhos baixos, pedindo desculpas
pela minha tristeza e a dela.
Minha mãe, indo me olhando a cada dia
de minha vida, tentando vasculhar
o fundo porão de minha alma sombria.
Me olhando sem falar, sem pedir nem nada querer
com os seus olhos cheios de perdão, as ternas mãos
fracas, e as minhas, que tenho medo de estender.